Gente bonita existe em todo lugar, mas é raro encontrar gente bonita por dentro e por fora. Leila Ivonne Juez de Baki é uma dessas raridades.

Artista. Diplomata. Pacificadora. Estas são apenas algumas palavras para descrever Baki. Basta estar na sua presença para sentir uma incrível energia positiva. Sua personalidade genuína e entusiasta ilumina a sala inteira. Ela é fiel ao seu lado feminino e não gosta de se levar muito a sério.

Filha de pais libaneses nascida em Guayaquil, Equador, lá viveu até os 14 anos. Em seguida, mudou-se para o Líbano onde conheceu seu marido. Vai com freqüência ao Equador, mas afirma que o Líbano é a sua segunda CASA.

“O Líbano tem um toque especial, um espírito de sobrevivência. É uma mistura de tudo em um só lugar: o glamour, a beleza, a inteligência, tudo convivendo e trabalhando junto”.

Uma vida na política

“Eu morei no Líbano por 18 anos durante a guerra. Tinha muitos sonhos, queria fazer tudo, mas o país parou quando a guerra começou. Vivemos o momento, concentrados no presente e nos esquecemos do futuro. Minhas prioridades mudaram completamente. O Líbano mudou minhas prioridades e meus planos de promover a paz. O Líbano é parte de tudo que tenho. A guerra me fez o que sou hoje”.

Baki foi para a Universidade de Harvard e estudou negociação e elaboração de políticas públicas. Esses anos lhe proporcionaram todas as ferramentas e o conhecimento necessário para enfrentar a jornada que vinha pela frente, o caminho para a paz. Era apenas o começo.

Sua gratificante carreira política a levou aos cargos de presidente do Parlamento Andino, negociadora-chefe da Iniciativa Yasuní-ITT, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Parlamento Latino americano-Europeu e ministro do Comércio Exterior e Indústria.

Em 2002, tornou-se candidata à presidência do Equador,  com uma plataforma de justiça social visando diminuir a grande distância entre os muito ricos e os desesperadamente pobres, através da educação e do desenvolvimento sustentável.

Durante a eleição Andina, usou um método para atrair a atenção das mulheres para a cédula de votação. Normalmente eram listados todos os candidatos do sexo masculino e depois os candidatos do sexo feminino, mas desta vez, ela fez com que fossem listados, em sequência alternada, um homem e uma mulher, de modo que as mulheres não seriam ignoradas e para que as pessoas pudessem pensar melhor no momento da eleição.

Sua carreira na diplomacia disparou quando se tornou embaixadora da boa vontade da UNESCO para o diálogo de civilizações, além de ter sido a primeira mulher a ocupar o cargo de embaixador do Equador para os Estados Unidos da América.

Baki também é membro de diversas organizações sociais e recebeu inúmeros prêmios e distinções. Mas apesar de tantos feitos e muita sabedoria adquirida , continua sendo uma figura humilde. Seu pai costumava dizer: “Uma árvore quando carregada, cai, quando vazia, fica de pé.”

Pacificação

“É a arte de como fazer do mundo um lugar melhor para as gerações presentes e futuras. Se você realmente deseja fazer a diferença, tem que trabalhar em grupo, não individualmente”, diz ela.

“Esqueça você e seu ego. Tem que chegar a um lugar onde você está em paz consigo mesmo, colocando seu passado para trás. Perdoe mas nunca esqueça. Você não pode construir um país sem justiça ou confiança. Se não há confiança, nunca se pode ir adiante. ” 

Uma alma artística

Baki descobriu sua paixão pelas artes quando ainda muito jovem, através da dança e da música clássica. Foi então que descobriu como a arte tem o poder de unir as pessoas em todo o mundo.

“Acho que a arte fala ao coração. É uma linguagem mais eloqüente, porém silenciosa, pela paz. A paz não é apenas a não-violência, mas também poder estar conectado com você mesmo. Você tem que ser capaz de fazer as pazes consigo mesmo antes de fazer as pazes com outros. Você está em outro mundo, conectado com Deus. A arte sobrevive às pessoas. É algo que dura onde qualquer outra coisa desaparece. “

Depois de frequentar a Universidade de Harvard e fazer mestrado em administração, políticas públicas e negociação, tornou-se artista residente e criou uma fundação chamada “Artes para a política.”

Opiniões devem ser compartilhadas

Mulheres

 Baki acredita no poder das mulheres. Acredita piamente que este é o século das mulheres. Elas dão amor incondicional e ajudam o criador através do ato de dar a luz. Reconhece que as mulheres têm que provar, trabalhar mais e estar bem apresentadas. Acredita que as mulheres se concentram mais nas soluções para um problema, em vez da posição que ocupam. Acredita que, muitas vezes, uma única mulher na mesa de discussão é suficiente para fazer a diferença.

Homens

Os homens são uma parte muito importante na sua vida. Dá crédito ao marido como um dos ingredientes do seu sucesso. Admite que ele acredita mais nela do que ela acredita em si mesma. Ele crê que se há um presidente do mundo, não apenas do Equador, ela deveria sê-lo.

Crianças

“A geração mais jovem é diferente. Eles já nascem com um “chip”. São eles que têm que trazer de volta este sonho de paz para torná-lo uma realidade, para mudar as coisas “, diz ela.

Espiritualidade

Baki é uma pessoa muito espiritual, mas não necessariamente acredita na religião sistematizada. “Eu perdi a crença na religião quando vi pessoas sendo mortas em seu nome.”

Quando perguntada sobre o futuro, declara com firmeza: “Eu não vejo o futuro, vejo o presente. Eu vivo o momento intensamente. “

“A arte sobrevive às pessoas. É algo que dura onde qualquer outra coisa desaparece.”

Um dia chegou em CASA da escola e disse a seu pai: “Hoje na escola me perguntaram qual a minha religião”, e o pai lhe disse: “Nunca responda a esse tipo de pergunta. Apenas diga que você acredita em Deus – se você acredita. “

ve the moment intensely.”